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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

No Pará prédios estalam e trazem medo


Estalos vindos de dois prédios em construção, o “Rio Mendoza Condomínio”, na travessa Angustura, bairro do Marco, deixaram em pânico os moradores das proximidades e provocaram a interdição de parte da rua na manhã de ontem. Os estalos teriam ocorrido por volta de 23h do domingo (29).

Quando os trabalhadores da construção chegaram à obra na manhã de ontem, foram informados do ocorrido pelos vizinhos. Por precaução, os funcionários resolveram deixar o local. Segundo eles, os estalos já tinham sido percebidos há alguns meses. “É a segunda vez que isso acontece, os trabalhadores já viram problemas nos pilares dos prédios”, disse José Tavares de Oliveira, membro do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

Moradora da travessa Angustura há 43 anos, a enfermeira Graça Tomás afirmou viver sempre preocupada por conta da obra. “Já ouvimos três estalos nesse prédio, mas no decorrer da semana achávamos que era barulho das máquinas. Ontem (domingo) não havia ninguém trabalhando e o barulho era como se algo estivesse se partindo. Vivemos sobressaltados aqui, principalmente com esses desabamentos que estão ocorrendo”, relatou.

Nazaré Souza, moradora do local há 52 anos, tem sua casa bem ao lado da obra. Após o susto por conta dos estalos, ela afirmou ter medo de permanecer em sua residência. “A casa está cheia de rachaduras, telhas quebrando, o muro também está rachado. Nossa família está em risco. É preciso tomar alguma providência, ninguém mais vai dormir sossegado aqui”.

TRABALHADORES

Os funcionários que trabalham na obra do “Rio Mendoza” também estão preocupados em retornar ao trabalho. Eles denunciam que pilares e vigas dos prédios estariam comprometidos. O operário Luiz Pantoja trabalha há dois anos na obra e contou que um dos problemas estaria no espaço onde funciona o refeitório. “Nesse local, a laje está escorada com ferros. Já tínhamos ouvido estalos, mas achávamos que era da obra mesmo”.

Os pilares localizados no 22º andar das duas torres também estariam danificados, segundo os trabalhadores. Com fotos e vídeos feitos através de aparelhos celulares, eles mostraram os danos. Na base dos pilares foram feitos alguns furos para passar o trilho do jaú, uma espécie de andaime que fica do lado externo do prédio.

O operário Isaías da Silva está há 10 meses trabalhando no local e diz temer pela segurança. “Quando chegamos para trabalhar, os moradores nos alertaram para estalos vindos da obra e nós saímos logo do local. Em primeiro lugar vem a nossa segurança, agora fica difícil de voltar a trabalhar”.

ISOLAMENTO

Por volta das 9h, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros chegaram ao local para fazer uma vistoria nos prédios. Parte da rua foi isolada para evitar possíveis riscos à população. Após cerca de 2h de vistoria, o risco de desabamento foi descartado.

De acordo com o major Alessandre Francês, do Corpo de Bombeiros, uma inspeção visual foi realizada nas torres dos prédios. “Verificamos que as patologias que apareceram estão dentro da normalidade na construção civil. Vamos observar agora a questão estrutural de alguns pilares para verificar se a resistência foi afetada ou não”.

Como medida de prevenção, o isolamento da área foi mantido durante toda a manhã, mas não houve necessidade de evacuar as casas vizinhas da construção. “Neste momento não há necessidade de ninguém sair de suas casas, não há nenhum sinal de que estivesse havendo no prédio algum princípio de colapso ou algo assim”, disse Rosário Ribeiro, arquiteta da Defesa Civil.

A rua foi liberada no início da tarde, mas a obra dos prédios foi interditada até que o laudo sobre a resistência dos pilares fique pronto. “A obra não oferece riscos, mas como estamos fazendo uma análise, vai ficar parada”, informou o major.

RIO MENDOZA

O “Rio Mendoza Condomínio” possui duas torres com 35 pavimentos cada (sendo 31 de moradia e 4 de subsolo) e tem entrega prevista para o segundo semestre de 2012. Antônio Rezende, presidente da Marko Engenharia, empresa responsável pelo empreendimento, afirmou que todas as medidas necessárias para garantir a segurança serão tomadas. “Queremos esclarecer que não é nada grave, se tivesse algo, seríamos os primeiros a tomar as atitudes necessárias. Vamos apresentar todos os laudos que forem necessários”.

Archimino Ataíde, engenheiro calculista da obra, esteve no local e informou que os furos feitos nos pilares não danificam a estrutura dos prédios. “À medida que um prédio vai subindo, o peso que vai ficando em cima dele vai diminuindo, portanto o pilar poderia ir diminuindo também. Porém, as construtoras preferem gastar mais concreto e não diminuir o pilar porque isso atrasa a obra. Então, no 22º andar, um pilar que poderia estar com 50 cm de comprimento está com 1m de comprimento, o dobro do que poderia estar. Como o jaú passava por ali, eles aproveitaram a sobra e furaram o pilar para colocar o ferro do jaú”.

Ainda segundo o engenheiro, documentos como o cálculo estrutural e resultados de laboratório de concreto da obra serão apresentados ao Corpo de Bombeiros para comprovar que os furos não afetam a estrutura como um todo.

JURUNAS

Na manhã de ontem, o Corpo de Bombeiros deslocou uma guarnição até o edifício “Mirante do Rio”, localizado na rua Honório José dos Santos, entre ruas Pariquis e Apinagés, bairro do Jurunas. Telefonema de moradores para o Centro Integrado de Operações (Ciop) dava conta que um enorme barulho, igual estalo, acordou diversas pessoas no condomínio durante a madrugada.

A guarnição percorreu as dependências do prédio, mas nada foi encontrado de irregular. Mesmo assim, foi informado aos moradores que uma avaliação melhor, através de uma perícia, será feita.

Engenheiro é o mesmo do R. Farias

Após a liberação da travessa Angustura, a inquietação entre os moradores não cessava. Reunidos, discutiam sobre o risco que poderiam correr. A movimentação na rua foi intensa, alguns curiosos e muitos proprietários de apartamentos do “Rio Mendoza Condomínio” buscavam informações.

Da extensa lista de engenheiros que trabalham na obra, o projeto estrutural foi de responsabilidade do engenheiro civil Archimino Athayde Neto, o mesmo calculista do Edifício Raimundo Farias, que desabou há 24 anos, deixando um saldo de 39 mortos.

Apesar de as obras estarem interditadas desde o final da manhã de ontem, durante a tarde era possível ouvir sons vindos de dentro da construção, dos pavimentos mais altos, semelhantes a marteladas. De acordo com o diretor de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros, Tenente Coronel Assis, os barulhos poderiam ser provenientes dos exames estruturais de avaliação. “A equipe técnica irá fazer uma esclerometria, que é uma avaliação da estrutura, e que necessita perfurar paredes. O barulho pode ser disso, mas as obras permanecerão paradas até recebermos o laudo”, esclarece.

Além do susto dos moradores vizinhos, que garantem ter ouvido os estalos, há também o receio daqueles que compraram os apartamentos no prédio em construção. Caso de Graça Pinheiro: “Soube pela TV, estou apreensiva. Íamos nos mudar em julho, mas agora nem dá para saber”, conta.

Diversas pessoas passavam pedindo informações. Carlos Alberto Moraes comprou o apartamento 702 do bloco B e já disse que não se muda mais. “Minha mulher já disse, para lá a gente não vai. Vamos dar um jeito, só não quero perder o dinheiro que investi. Eu ouvi os operários dizendo que tem muito problema lá dentro”, afirma. Ele acredita que, com esse problema, a obra atrasará ainda mais. “A tolerância máxima, de acordo com o contrato, é até julho desse ano, e pelo jeito eles já não vão entregar”, revela.

O medo se espalhou. Fábio Leite comprou um apartamento do 22° andar do bloco B e ainda não sabe o que vai fazer. “Eu estou tenso com a situação, eu espero profundamente que isso se resolva, mas tenho medo do que pode acontecer, com tudo que estamos vendo por aí”, declara.

Atrás da construção, fica a Vila Virgílio de Mendonça, onde, segundo os moradores, nenhum órgão fiscalizador passou. A empresária Rosa Quinto tem uma agência na vila e quer explicações. “Estamos tão perto da obra quanto os moradores da Angustura. Sentimos o mesmo medo e ninguém foi lá para nos dar informações, interrompi o funcionamento da empresa e já estou tendo prejuízo”, conta. (Diário do Pará)


Emidio Campos
Gestor de Segurança
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